Page 62 - newDATAmagazine | 02>06>2021
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              COLUNA MENSAL


            Cidade das PESSOAS e dos DADOS



            Na coluna inicial (maio), sublinhou-se – no           À  maior  interação  diária  em  dispositivos
         quadro da necessidade de tornar as cidades            com  georreferenciação  e  em  plataformas
         mais humanizadas – a cidadania plural, ativa e        digitais  colaborativas  corresponderá  a  geo-
         plena  (cidadania  de  ação)  na  urbanização         participação integrada e continuada. Perante
         inclusiva  e  de  proximidade  (promovendo  a         contextos  de  assimetrias,  desigualdades  e
         cidade  das  pessoas). Este texto contempla  o        fragilidades  socioespaciais,  urge  perspetivar

         potencial  da  atual  transformação  digital  em      como  tirar  partido  das  possibilidades  da
         aproximações híbridas à participação cidadã e         literacia  digital  colaborativa,  do  pensamento
         a ter em conta na cidadania de ação. O foco           crítico apoiado numa forte cultura digital e da
                                                               prática  da  cidadania  com  competências
         prende-se com a relação entre participação e          tecnológicas  que  robusteçam  standards  de
         empoderamento cidadão/digital.                        perceção  e  sensibilidade.  A  transformação
            A  cidadania  de  ação  complementada  por         digital,  aliada  à  cidadania  de  ação,  contribui
         processos  colaborativos  tecnologicamente            para  indivíduos  mais  críticos,  informados  e
         apoiados (com modos digitais interativos) não         capacitados para avanços no viver urbano.
         só  amplifica  o  potencial  da  participação             Na  cidadania  de  ação  (digitalmente

         individual  e  em  comunidade,  mas  também           empoderada), os dados resultantes – sobre a
         afronta  a  iliteracia  digital,  empoderando  os     intensidade  do  “pulsar”  de  vivências,  seus
         cidadãos  no  exercício  da  geo-participação         tipos e lugares – plasmam os níveis e perfis de
         para a cocriação de espaços de vivências mais         integração/segregação e descodificam o que
         multifuncionais, inclusivos e adaptados.              gera/condiciona a aculturação espacial.





































              Figura 1: Desenvolvimento de abordagem participativa de planeamento com grupo local em bairro lisboeta.
                 Fotografia de autoria de David Viana, no Curso de Especialização em Territórios Colaborativos (Iscte)


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