Page 26 - newDATAmagazine | 02>06>2021
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Acredito e advogo que deve ser a tecnologia
a adaptar-se às organizações e não o
contrário. Por experiência própria, através da
ferramenta que a organização da qual faço
parte utiliza para desenvolvimento de software
via modelos – o GENIO –, um líder de negócio
não precisa de tirar um curso de mais de 500
horas para estar apto a compreender e a
descrever as próprias soluções. Bastam uma
ou duas semanas de formação para ficar apto
a perceber e desenvolver a partir das
representações abstratas de conhecimento.
A consultora internacional Gartner prevê
que seja cada vez mais importante termos nas
empresas os chamados “engenheiros do
conhecimento”, ou seja, uma fusão entre as
pessoas que percebem a fundo do negócio e
as que dominam a tecnologia, de forma a
serem criadas soluções que tragam melhores
resultados às organizações.
Com isto não quero dizer que o futuro passe
por anularmos os programadores manuais da
equação. Estes continuarão a ser relevantes
para o desenvolvimento de padrões e de
ferramentas que permitam a construção de
soluções sem recorrermos a código. E mais,
estaremos a libertá-los de uma tarefa manual
que pouco lhes acrescenta, para que se
foquem na resolução dos desafios presentes e
futuros da tecnologia.
Acredito piamente que o futuro passe por
utilizarmos mais inteligência artificial para
concedermos mais poder a quem percebe a
fundo dos negócios, a fomentarmos o
desenvolvimento de novos projetos por parte
de empreendedores digitais e a sermos
capazes de conceder soluções e respetiva
manutenção a preços mais competitivos,
estimulando assim o empoderamento
tecnológico das nossas empresas.
Maria Sofia Martins
Global Partnership Growth
& Strategist | Quidgest
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