Page 27 - newDATAmagazine | 14>06>2022
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Esses passos são: Felizmente, tudo correu bem, não sofri
Ÿ Não assumir, questionar; nenhuma represália e julgo que a própria
pessoa aprendeu a viver longe do seu “filho” e
Ÿ Entender o contexto pessoal;
dos seus “irmãos”.
Ÿ Fazer o ponto de situação regular;
A forma como lidei com essa situação foi,
Ÿ Oferecer soluções concretas;
em primeiro lugar, encarar o trabalho que me
Ÿ Motivar, encorajar, formar e treinar; foi passado como um filho de outra pessoa que
Ÿ Trocar tarefas (validar, se é da tarefa); agora ficava ao meu cuidado. Mostrar esse
Ÿ Perceber se é recorrente; cuidado, descansar a pessoa, não por me ter
ameaçado, mas porque, assim, conseguia dar
Ÿ E, se nada mais funcionar, saber quando
parar. uma continuidade muito mais fluida,
aproximando-me dessa pessoa e obtendo
É importante não deixar que as coisas se dela, voluntária e amistosamente, um feedback
compliquem. Na minha experiência, mesmo muito útil.
alguém que esteja de má-fé, entenderá quando
se explicar, de forma racional e sistematizada, E cedo me apercebi que esse “filho” teve
o impacto negativo que teve, o esforço que foi alguns momentos de negligência, o que me
feito para o apoiar e a insustentabilidade do dava a oportunidade de lhe melhorar a vida.
p r o c e s s o a l o n g o - p r a z o . O u e n t ã o Por outro lado – embora não imediatamente –
perceberemos nós, enquanto chefia, porque apercebi-me que, se a pessoa tinha deixado
nos pareceu que esta pessoa produzia pouco e aquele “filho”, também tinha aquela reação
chegamos a tempo de corrigir a situação, parcialmente por sentir que o abandonava e
melhorando a vida de todos e o resultado para sentia culpa por isso. Finalmente, o contexto
a equipa. foi mudando e o “filho” adaptando-se, sendo a
dada altura já irreconhecível. A personalização
PRODUTO E IDENTIDADE inicial, escusada ou não, existia, e era preciso
lidar com ela. E acabou por ser vantajosa.
Um caso que também achei muito curioso
foi o de encontrar uma pessoa que, estando de Do ponto de vista de quem está na posição
saída, e sendo eu o seu substituto, me de quem distribui e avalia o trabalho dos
ameaçou de forma muito pessoal sobre o que outros, julgo que o importante é procurar evitar
seriam as consequências de me sair mal no esta personalização. Dar espaço a outros
que iria fazer, como se para ele fosse uma interesses, diversificar a relação dos
traição não dar um seguimento cabal ao colaboradores com os produtos, processos e
trabalho. Confesso que, por momentos, me serviços, promover uma visão de partilha,
pareceu até que a ameaça era física. Um responsabilidade e colaboração, não de posse,
momento que me mostrou, como nunca antes, risco e punição. Mostrar a quem trabalha
que o trabalho não é apenas algo que se faz connosco que o objetivo é revelar o seu
bem ou mal, mas algo que envolve as pessoas potencial, que há um ganho para o próprio e
emocionalmente, por vezes de uma forma que interesse dos outros nessa atitude e que isso é
deixam de conseguir perceber a diferença feito na proporção dos sinais de team playing e
entre o produto do seu trabalho e a sua própria também na revelação do interesse em ser-se
identidade, como foi, aqui, o caso. catalisador do esforço global.
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